
A Interpol lançou hoje um alerta internacional para identificar e encontrar um suspeito de pedofilia, que, segundo a organização, divulgou através de correio electrónico vários fotografias onde se mostra com crianças. O apelo, feito no site da polícia internacional, é acompanhado por seis imagens do indivíduo, que terá abusado sexualmente de três crianças asiáticas.Pela segunda vez em sete meses, a Interpol lança um apelo à colaboração dos cidadãos para a ajudar a encontrar um homem suspeito de pedofilia que divulga fotografias na Internet. A primeira vez foi em Outubro do ano passado, quando emitiu um alerta contra Christopher Paul Neil, conhecido por Vico, um cidadão canadiano de 32 anos procurado por ter sido identificado em imagens na Internet a abusar de crianças cambojanas e vietnamitas. Vico acabaria por ser capturado na Tailândia, oito dias depois do alerta.Hoje, a Interpol divulgou no seu site seis imagens de um homem de raça branca, com idade entre os 50 e 70 anos, suspeito de ter abusado de três meninos asiáticos, com idades entre os seis e os dez anos, entre Abril de 2000 e Maio de 2001 na região da Ásia do Sudeste.“Não temos qualquer ideia sobre a sua localização nem sobre o seu país de origem”, disse à AFP Yves Rolland, um dos responsáveis do gabinete de protecção à criança na Interpol.O caso agora divulgado pela Interpol foi descoberto em Março de 2006, quando foram encontradas fotografias de cariz pedófilo no computador de um cidadão norueguês, nas quais o suspeito abusava sexualmente de três rapazes. Os investigadores encontraram perto de 800 fotografias onde aparecem as três vítimas. Em 100 delas, o suspeito aparece com os menores, tendo a Interpol seleccionado seis das fotografias que agora divulga no seu site.Yves Rolland explicou este caso é “típico dos abusadores de crianças que recorrem ao turismo sexual na Ásia do Sudeste, nomeadamente na Tailândia e no Cambodja”. Ainda de acordo com o responsável da Interpol, as fotografias circulavam através da Internet “nos meios de abusadores de menores”.Em Julho do ano passado, a Noruega enviou um documento à polícia dos 186 países membros da Interpol para identificar o suspeito, sem que fossem obtidos quaisquer resultados.
In Público.pt

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